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Os Currículos e as Mentiras

Os Currículos e as Mentiras

Francisco Tomé Costa

Em Portugal o mercado de trabalho é bastante competitivo e para aqueles que procuram o seu primeiro emprego ou um upgrade à situação actual, fazer um currículo para se destacar dos outros por vezes não é fácil.

Os recrutadores certamente já viram várias ideias criativas que lhes chamam a atenção. Como o candidato que imprime o seu currículo num papel verde fluorescente. Ou aquele redigiu o CV cuidadosamente à mão em caligrafia antiga e fechado num envelope com um selo em cera.

E depois há os candidatos que têm uma abordagem mais subtil para destacar o seu currículo - estes são os que embelezam, fabricam, esticam a verdade e a mentira das suas aptidões e qualificações, a fim de chegar à próxima fase do processo de recrutamento. De facto, um estudo indica que 58% dos recrutadores já encontraram mentiras e omissões grosseiras em currículos de candidatos.

Infelizmente, não é tarefa fácil determinar quais os candidatos que fazem um grande ajuste (e honesto) e quais aqueles que são apenas bons impostores. Numa entrevista os narizes dos candidatos não crescem a olhos vistos a cada afirmação falsa. Então, como pode um recrutador validar situações suspeitas e ter a certeza se o candidato está realmente qualificado para o cargo a que concorre? A melhor solução é sempre validar o conteúdo do currículo através de verificações de emprego e educação.

As grandes empresas de recrutamento sabem como chegar à pessoa certa da contabilidade ou departamentos de recursos humanos de antigos empregadores dos seus candidatos para recolher os detalhes de emprego passados. Quando esses recursos não existem a melhor forma é tentar encontrar alguém que já tenha trabalhado nessa empresa ou estudado na escola e pedir referências sobre a pessoa. Este pequeno processo pode ajudar a reduzir significativamente o tempo e o montante gasto na contratação da pessoa certa.